sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dom Paulo se manifesta acerca da crise política

“Parabéns atitude coerente diante corrupção inacreditável Senado. Queira transmitir votos de apoio benemérito à Senadora Marina, Senador amigo Simon, como também aos demais colegas que defendem ética e decoro dos chamados Pais da Pátria. Abraço de seu tio, Cardeal Paulo Evaristo Arns”.

Telegrama de dom Paulo para seu sobrinho, senador Flávio Arns, em vista de sua saída do PT.


Santo Agostinho - 1579 anos de sua morte

Nasceu em Tagaste (África) no ano 354. Depois de uma juventude perturbada, quer intelectualmente quer moralmente, converteu-se à fé e foi batizado em Milão por Santo Ambrósio no ano 387. Voltou à sua terra e aí levou uma vida de grande ascetismo. Eleito bispo de Hipona, durante trinta e quatro anos foi perfeito modelo de seu grande rebanho e deu-lhe uma sólida formação cristã por meio de numerosos sermões e escritos, com os quais combateu fortemente os erros do seu tempo e ilustrou sabiamente a fé católica. Morreu no ano 430 (cf. Liturgia das Horas, IV).

Em suas Confissões, Santo Agostinho se confessa diante de Deus e diante dos homens. Essa afirmação óbvia deve ser completada com outra não tão evidente: seu objetivo ao se confessar diante dos homens não é tanto para que o conheçam, quanto para que os homens se conheçam a si mesmos. Pretende que seu relato seja como um espelho onde possam se olhar. Ele nos faz conhecer isso com clareza, pois a obra contém uma dupla declaração de intenções. A primeira é esta:

"Para que escrevo isto? Simplesmente para que eu e todos os que lerem estas páginas pensemos de que abismo profundo se deve chamar por Vós" (Confissões 2,3,5).

A segunda é esta:
"Vós, que sois o Médico do meu interior, esclarecei-me sobre o fruto com que faço esta confissão. Na verdade, as confissões dos meus males passados - que perdoastes e esquecestes... despertam o coração para que não durma no desespero nem diga: 'não posso'. Despertam-na para que vigie no amor da vossa misericórdia e na doçura da vossa graça" (Confissões 10,3,4).

Se pusermos fé às suas palavras, devemos admitir que a composição dessa obra não obedeceu a nenhum afã de exibicionismo espiritual. Ambos os textos manifestam uma clara intenção pastoral: ajudar os leitores a situar-se diante de Deus e diante de si mesmos. Isto é, a despojar-se de qualquer pretensão de virtude que esqueça o próprio pecado, e a desprender-se do orgulho do desespero que ignora as possibilidades com que conta.
Há doi perigos que espreitam o homem em sua caminhada religiosa, capazes de desviá-lo: o primeiro, o esquecimento da própria treva; o segundo, o desconhecimento da luz de que dispõe. De fato, enquanto existem pessoas que acreditam ver, ignorando a cegueira, outras se condenam a ser cegas, esquecendo que podem ver. Nas Confissões, Agostinho oferece palavras orientadoras para essa caminhada.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dizer teu nome, Maria

Por d. Pedro Casaldáliga

Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a pobreza
compra os olhares de Deus.

Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a promessa
vem com leite de mulher.

Dizer teu nome, Maria,
é dizer que a nossa carne
veste o silêncio do Verbo.

Dizer teu nome, Maria,
é dizer que o Reino chega
caminhando com a história.

Dizer teu nome, Maria,
é dizer ao pé da cruz
e nas chamas do Espírito.

Dizer teu nome, Maria,
é dizer que todo nome
pode estar cheio de graça.

Dizer teu nome, Maria,
é chamar-te toda Sua,
causa da nossa alegria.




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