segunda-feira, 22 de março de 2010

Modo diferente de falar do amor

Como falar hoje de amor, uma das palavras mais desgastadas de nossa linguagem? Leonardo Boff nos propõe uma abordagem diferente do tema:
Frequentemente sou convidado para falar sobre o amor. Sinto certo constrangimento porque esta palavra – amor – é uma das mais desgastadas de nossa linguagem. E como fenômeno interpessoal, um dos mais desmoralizados. Para não repetir aquilo que todo mundo já sabe e ouve, costumo fazer uma abordagem inspirado num dos maiores biólogos contemporâneos: o chileno Humberto Maturana. Em suas reflexões o amor é contemplado como um fenômeno cósmico e biológico. Expliquemos o que ele quer dizer: o amor se dá dentro do dinamismo da própria evolução desde as suas manifestações mais primárias, de bilhões e bilhões de anos atrás, até as mais complexas no nível humano. Vejamos como o amor entra no universo.
No universo se verificam dois tipos de acoplamentos (encaixes) dos seres com seu meio, um necessário e outro espontâneo. O primeiro, o necessário, faz com que todos os seres estejam interconectados uns aos outros e acoplados aos respectivos ecossistemas para assegurar sua sobrevivência. Mas, há um outro acoplamento que se realiza espontaneamente. Os topquarks, a primeira densificação da energia em matéria, interagem sem razões de sobrevivência, por puro prazer, no fluir de seu viver. Trata-se de encaixes dinâmicos e recíprocos entre todos os seres, não vivos e vivos. Não há justificativas para isso. Acontecem porque acontecem. É um evento original da existência em sua pura gratuidade. É como a flor que floresce por florescer.
Quando um se relaciona com o outro (digamos dois prótons) e assim se cria um campo de relação, surge o amor como fenômeno cósmico. Ele tende a se expandir e a ganhar formas cada vez mais inter-retro-relacionadas nos seres vivos, especialmente nos humanos. No nosso nível é mais que simplesmente espontâneo como nos demais seres; é feito projeto da liberdade que acolhe conscientemente o outro e cria o amor como o mais alto valor da vida.
Nessa deriva, surge o amor ampliado que é a socialização. O amor-relação é o fundamento do fenômeno social e não sua consequência. Em outras palavras: é o amor-relação que dá origem à sociedade; esta existe porque existe o amor e não ao contrário, como convencionalmente se acredita. Se falta o amor-relação (o fundamento) se destrói o social. Sem o amor o social ganha a forma de agregação forçada, de dominação e de violência, todos sendo obrigados a se encaixar. Por isso sempre que se destrói o encaixe e a congruência entre os seres, se destrói o amor-relação e com isso, a sociabilidade. O amor-relação é sempre uma abertura ao outro e uma con-vivência e co-munhão com o outro.
Não foi a luta pela sobrevivência do mais forte que garantiu a persistência da vida e dos indivíduos até os dias atuais. Mas a cooperação e o amor-relação entre eles. Os ancestrais hominídios passaram a ser humanos na medida em que mais e mais partilhavam entre si os resultados da coleta e da caça e compartilhavam seus afetos. A própria linguagem que caracteriza o ser humano surgiu no interior deste dinamismo de amor-relação e de partilha.
A competição, enfatiza Maturana, é antissocial, hoje e outrora, porque implica a negação do outro, a recusa da partilha e do amor. A sociedade moderna neoliberal e de mercado se assenta sobre a competição. Por isso é excludente, inumana e faz tantas vítimas como a atual crise revelou. Ela não traz felicidade porque não se rege pelo amor-relação. A atual crise se originou, em parte, pela excessiva competição e pela falta de cooperação. Vale uma sociedade com mercado, mas não só de mercado.
Como se caracteriza o amor humano? Responde Maturana: "o que é especialmente humano no amor não é o amor, mas o que fazemos com o amor enquanto humanos; é a nossa maneira particular de viver juntos como seres sociais na linguagem; sem amor nós não somos seres sociais".
Como se depreende, o amor é um fenômeno cósmico e biológico. Ao chegar ao patamar humano ele se revela como um projeto da liberdade, como uma grande força de união, de mutua entrega e de solidariedade. As pessoas se unem e recriam pela linguagem amorosa, o sentimento de benquerença e de pertença a um mesmo destino.
Sem o cuidado essencial, o encaixe do amor-relação não ocorre, não se conserva, não se expande nem permite a consorciação entre os demais seres. Sem o cuidado não há atmosfera que propicie o florescimento daquilo que verdadeiramente humaniza: o sentimento profundo, a vontade de partilha e a busca do amor. Estimo que falar assim do amor faz sentido porque nos faz mais humanos.
Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor.
Matéria extraída da ADITAL Agência de Informação Frei Tito para a América Latina:www.adital.com.br

sábado, 30 de janeiro de 2010

Lula: Herodes, Hitler ou mais um assassino comum?

"Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território ao redor, de dois anos para baixo, calculando a idade pelo que tinha averiguado dos magos. Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias: 'Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais' (Mt 2,16).

Em mais uma manobra contra a vida humana, maquiada de “Direito Humano”, o presidente Luís Inácio assinou e publicou o decreto nº 7.037/09 que trata do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos. Não, o projeto não é inteiramente ruim, mas usa de pontos louváveis para anunciar a descriminalização do aborto, isto é, a legalização do assassinato de inocentes. Algo similar ocorreu quando Herodes mandou assassinar todos os recém-nascidos de Belém, para não perder seu trono àquele anunciado como o recém-nascido rei dos judeus, Jesus Cristo. O mesmo ato ressoa no III Reich, na Alemanha Nazista, quando Hitler autorizou o aniquilamento de crianças deficientes, judias e ciganas, no chamado Aktion 5.

Lula se prepara para fazer parte da história da humanidade, como um homem prestes a ceder à fúria destrutiva. Marcadamente um assassino em massa, um Herodes, um Hitler, um Stalin... não importa a quem o comparemos, o que importa é que Lula já não governa em vista do Bem Comum, mas de seus interesses particulares, o interesse daqueles que pretendem transformar o Brasil num túmulo, numa terra sem leis e sem ética.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Todas as coisas são mistério...



Todas as coisas são mistérios

O que me faz viver,

O que me faz te amar,

Nem sequer por que eu penso em você

Não consigo explicar...

O vento que sopra na rosa

A luz que brilha em teu olhar

O que ferve aqui dentro do peito ao te beijar!

Por que tanta dor pela rua,

Por que tanta morte no ar,

Por que os homens promovem a guerra

Em nome da paz?

Por que o cientista não mostra

Um jeito bem feito afinal,

Que seja vacina do amor

Contra o vírus do mal...

Aquele encontro surpreso,

Aquela emoção ao te ver,

Não me peça qualquer explicação

Eu não posso dizer!

O que há de segredo amanhã,

O que vai ser do meu coração,

Te procuro amor, por favor

Nesse instante o que vale é a canção!

Todas as coisas são mistérios...

Visitas